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Work in Progress – 2010

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…o artista Armando Sobral fará a continuação de projetos anteriores. Com o projeto “Jardins Sagrados”, ele procura retratar a relação sacralizada que as obras têm dentro de um museu. Serão feitas três esculturas em madeira com laminado de MDF, as quais ficarão embutidas dentro de uma grande caixa de madeira espelhada, por meio da qual o espectador poderá ver através de um vidro as esculturas existentes na caixa. É uma espécie de obra-metáfora da relação dos museus – espaços que, segundo Armando, são hoje grandes templos onde existem uma verdade absoluta, na qual a obra de arte é um objeto celebrado – com os visitantes. “Não deixa de ser um dispositivo crítico da relação entre público e obra de arte”, diz.

As três peças também refletem sobre as relações de recepção e circulação da obra. A partir dessas questões, a instalação contará com três peças tridimensionais, nas quais três relevos serão esculpidos e dispostos para serem semiocultos em grandes caixas espelhadas, resguardando-os em seu próprio espaço ficcional. Esse projeto foi inspirado na ideia de Hortus Conclusus, que eram os jardins medievais fechados dentro dos monastérios, onde os monges mantinham uma relação com a natureza de maneira sacralizada e idealizada”, diz. “Como os ‘Jardins Sagrados’, cristalizados e alheios ao movimento da vida, o corpo tridimensional isola-se em seu mundo de referências interiores e oferece ao espectador uma visão distanciada e intangível dos volumes, vibrações, curvas e cores que o conformam. A caixa, por sua vez, acolhe o corpo e, ao mesmo tempo, rebate o mundo a partir da grande superfície espelhada na parte superior, os espaços se multiplicam no jogo especular”, explica Armando.

Fonte: O Diário do Pará

Múltiplos – Curadoria de Armando Sobral

Concebeu e foi curador da mostra “Múltiplos”, exposição coletiva sobre a gravura contemporânea brasileira. Projeto que contou com um ciclo de palestras e workshops do Doutor Prof. Marco Buti, da USP. Galeria de Arte da UNAMA e Fundação Curro Velho, em Belém, 2003.

Belém, Trajetória e Patrimônios

 

Maquete do Forte do Presépio.

Selecionado pelo programa Monumenta, do Ministério da Cultura, e aprovado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2008, o projeto realizou em escolas públicas de Belém a Semana Memória Viva, ciclo de exposições das maquetes de prédios históricos.

Concorrendo com propostas de todo o Brasil, o projeto do IAP ficou em quarto lugar nacional.

A exposição reúne quatro maquetes de prédios históricos da cidade, representando dois períodos fundamentais: o colonial e o período da borracha, época de consolidação do traçado urbano de Belém, ainda presente nos bairros do centro.

Maquete do Chalé de Ferro.

As maquetes conduzem o público em uma linha cronológica que vai da sua fundação em 1616, representada pela maquete do Forte; passa pelo período Pombalino, com a arquitetura Barroca de características neoclássicas de Antonio Landi, o MHEP e a Igreja de Santana; e, por fim, a arquitetura do ferro, identificada por uma maquete do chalé da Imprensa Oficial, que foi desmontado na Universidade Federal do Pará (UFPA) e corre o risco de perda irremediável.

Painéis didáticos acompanham os protótipos sobre a história da cidade, dos prédios e suas características formais. Também será exibido um vídeo sobre o universo da cultura popular do miriti e o trabalho de confecção das maquetes.

“O público conhecerá um pouco da nossa história através do nosso patrimônio arquitetônico, que aqui assimila os valores imateriais da cultura popular dos brinquedos de miriti, cuja técnica foi empregada para produzir as maquetes”, explica o gerente de Artes Visuais do IAP, Armando Sobral, coordenador do projeto “Maquetes em Miriti: A Arte Popular como Instrumento de Educação Patrimonial”, do qual resultou a exposição.

Cerca de quatro mil alunos participaram deste projeto, que culminou com o seminário “Belém Contemporânea”, no qual foi discutida a importância da preservação dos sítios históricos da cidade.

Artefatos

Projeto contemplado com a Bolsa de Pesquisa e Experimentação Artística em 2006, promovido pelo Instituto de Arte do Pará.

Barroco, Traço Infinito – Esculturas de Armando Sobral

Projeto contemplado pela Fundação Nacional das Artes – funarte, no Programa de Bolsas de Estímulo à Criação Artística – Artes visuais.

O acesso natural à Obra, através de sua vocação à autoDoação.
É este o Acesso que buscamos para o Barroco Infinito, encenado & exposto por Armando Sobral.

Vicente Franz Cecim
Escritor e cineasta.
Autor de Viagem a Andara oO livro invisível e
dos filmes KinemAndara

Fragmento do texto de apresentação do catálogo.

Jardins Sagrados

Série Jardins Sagrados

JARDINS SAGRADOS

O processo de pesquisa é uma constante no trabalho desenvolvido por Armando Sobral, desde a gravura até as experiências com o tridimensional. A preocupação com a técnica e conceitos, as propostas sedimentadas na história da arte fazem parte de um discurso, da materialização de uma idéia que se constitui em processos mentais organizados a partir de um conhecimento adquirido com anos de estudos e experimentações.

A instalação Jardins Sagrados é resultante de trabalhos anteriores, como Artefatos, realizado em 2006, na área histórica da cidade. Nesta obra a relação tempo, memória e espaço, era fundamental. Mas, é principalmente com Barroco, Traço Infinito, apresentado em 2009, na Casa das Onze Janelas, que Armando tece uma continua relação de materiais, procedimentos técnicos e pensamentos. A proximidade com o sagrado, a presença do orgânico, a opção pelas cores, pelo lúdico e a articulação com o espaço expositivo, questões presentes no Barroco, Traço Infinito, retornam nos Jardins Sagrados.

Outra referência, trazida da Idade Média serve como eixo para conceber a instalação. O hortus conclususimpõem-se ao artista como fio condutor para pensar a constituição dos três jardins que formam o Jardim mor: o Sagrado. Enclausurados em caixas, brotam do claustro imaginário jardins em vermelho, azul e amarelo, cores barrocas que recobrem as orgânicas peças, responsáveis pelo movimento, pelo percorrer do inquieto olhar. São três relevos, semi-ocultos que, incontroláveis, parecem germinar infinitamente. Os mistérios encobertos, presos às camadas subterrâneas, permanecem invisíveis, provocando sentimentos indecifráveis e igualmente misteriosos.

Na superfície espelhada, sobre a caixa, que protege ou aprisiona o jardim, há um cruzamento de tempos e espaços, uma memória que remete ao passado, revela o presente fixo e móvel que surge do entorno, do prédio antigo que abriga a exposição, dos visitantes que se movimentam e deixam refletir a imagem efêmera que penetra o muro virtual que cerca o jardim. Disposto em fila, o horto sagrado abdica da forma fechada do triângulo, para dispor-se em reta e abrir-se ao infinito.

O cenário museológico escolhido para mostrar o Jardins Sagrados afirma o lugar convencional da arte, mas essa condição que sacraliza, pode ser repensada ao rever o papel que arte ocupa na cultura contemporânea. O compartilhar com mãos artesãs a manufatura da peça, a feitura de uma superfície lisa para melhor absorver a incidência da luz, reforça o claro e escuro que recobre o volume. O artista opta por um recurso tradicional aplicado a uma situação que elabora questões especificas da arte, e por esta razão desloca procedimentos convencionais, atualizando-os.

Ao juntar-se a artesãos e marceneiros, Armando Sobral transforma o seu ateliê em guilda contemporânea, na qual interesses comuns, proteções e ensinamentos mútuos estendem-se por meses de convivência, por trabalhos constantes, exigências técnicas associadas a um projeto pensado em minúcias, visando uma obra que conjuga referências da história da arte com uma contemporaneidade instável e paradoxal.

Marisa Mokarzel

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